Desenhar, tracejar e contornar a escola: exercícios a partir da “forma escola igualitária” em Jacques Rancière

dc.contributor.authorAraújo, José Marcus Guedes de
dc.date.accessioned2026-06-25T14:26:59Z
dc.date.issued2025-04-04
dc.description.abstractA pesquisa, aqui apresentada em forma de dissertação, se propõe a realizar atividades filosóficas com os estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Almino Afonso (Martins-RN) com o objetivo de “desenhar”, “tracejar” e “contornar” a escola, tempo-espaço de igualdade, a partir da “forma escola igualitária”, de Jacques Rancière. Para tanto, em primeiro lugar, opera a partir das obras O mestre ignorante: cinco lições sobre a emancipação intelectual (2002), O desentendimento (1996), O Espectador Emancipado (2012) e, também, da Partilha do Sensível (2005), além do emblemático artigo Escola, produção, igualdade (2018) de Jacques Rancière. Em segundo lugar, para as discussões “entre” filosofia e educação, foca nas contribuições de Kohan (2011), Skliar (2003), Gimbo (2017), Masschelein e Simons (2013; 2018) e Larossa (2018, 2023). Enquanto objetivos específicos, destacam-se os seguintes: problematizar, a partir de O mestre ignorante e de O desentendimento (Rancière, 2002; 1996), o esquema explicação-embrutecimento, opostos à igualdadeemancipação, como parte da ordenação policial e desigualitária que fundamenta nossa sociedade; diferenciar as lógicas “policial” e “política” (Rancière, 1996) tendo em vista indicar a função “policial” que a escola desempenha enquanto engrenagem central na “ordem explicadora” – parte fundamental da “ordem policial”; pensar a escola não apenas como espaço físico com finalidades e práticas próprias, mas, como modos, formas e possibilidades de “partilha do sensível” (Rancière, 2005) entre os agentes que a compõem; por fim, realizar com os estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Almino Afonso (Martins-RN) o exercício de tradução e contratradução dos conceitos rancièrianos a fim de “desenhar”, “tracejar” e “contornar” a escola, tempo-espaço de igualdade. A pesquisa do tipo qualitativa teve como metodologia, o presente estudo recorre à pesquisa bibliográfica para a análise teóricaconceitual da bibliografia consultada e, para a atividade filosófica na escola. Por fim, o planejamento dos encontros, as anotações de campo e o armazenamento e a análise de dados da pesquisa. Espera-se, ao final da pesquisa, que os “[...] cruzamentos entre palavras e pensamentos que normalmente não se encontram” (Rancière, 2021, p.8) nas discussões filosófica, política e educacional e, principalmente, na atividade filosófica com os estudantes possibilitem experienciar uma escola filosoficamente igualitária e não “embrutecedora”.
dc.identifier.citationARAÚJO, José Marcus Guedes de. Desenhar, tracejar e contornar a escola: exercícios a partir da “forma escola igualitária” em Jacques Rancière. Caicó-RN, 2025. 355f. Dissertação (Mestrado em Filosofia). Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Caicó, 2025.
dc.identifier.urihttps://repositorio.apps.uern.br/handle/123456789/215
dc.language.isopt
dc.subjectPolítica
dc.subjectIgualdade
dc.subjectPolícia
dc.subjectExplicação
dc.subjectEmbrutecimento
dc.titleDesenhar, tracejar e contornar a escola: exercícios a partir da “forma escola igualitária” em Jacques Rancière
dc.typeThesis

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