Machado de Assis e Memórias Póstumas de Brás Cubas: o ativismo racial estratégico do gênio literário negro

dc.contributor.authorBarreto, Ronaldo Rodrigues da Silva
dc.date.accessioned2026-06-26T11:06:13Z
dc.date.issued2024-08-12
dc.description.abstractA escrita ficcional machadiana é considerada, por muitos estudiosos da Literatura, uma forma de crítica à alta sociedade oitocentista escravista, existente no período do Império Brasileiro, sediado na Corte do Rio de Janeiro, no final do século XIX. O grande literato, vindo do subúrbio carioca, usava uma forma peculiar e sutil para tecer críticas a essa elite poderosa. Tal particularidade, posta em prática no romance Memórias póstumas de Brás Cubas (1881), surge quase que de maneira imperceptível em suas narrativas. A presente pesquisa tem, pois, por objetivo discutir, pela via dos estudos decoloniais, a maneira como Machado de Assis tecia, no romance citado, as denúncias à elite racista-escravista e ao sistema econômico baseado na escravização de pessoas pela cor de sua pele. Neste sentido, o estudo a seguir pautou-se em aspectos inerentes à fortuna crítica machadiana, distanciando-se do padrão de influência eurocêntrica, sendo esse o mais prestigiado pela academia; para tal, debruçou-se na análise crítica literária feita por intelectuais contemporâneos a Machado de Assis — como Araripe Júnior (1990) e Manoel Bomfim (1905, 2008), até chegar às atuais ponderações críticas da professora Flora Süssekind (1990, 2002), dentre outros; a presente pesquisa ainda se serviu da valorosa contribuição de Machado como crítico literário (1858, 1864, 1873, 1994). Metodologicamente, para a realização do trabalho, adotou-se a pesquisa bibliográfica a fim de agregar os aparatos teóricos decoloniais necessários à análise literária e ao objeto de estudo. Como arcabouço teórico relativo às questões raciais, a pesquisa firmou-se nas contribuições do filósofo e psiquiatra martinicano Frantz Fanon (tratadas nas obras publicadas em 1952, 1961, 1968 e 2008); e nas pesquisas sociais do intelectual potiguar Jessé Souza (com obras datadas de 2017 e 2018). Na sequência, a narrativa deste trabalho fará uma profunda análise literária interpretativa dos capítulos relevantes da obra em estudo, em consonância às ideias e às teorias abordadas por esta pesquisa. Ao final, o texto apontará considerações levantadas, até o momento, referentes ao estratégico ativismo de Machado contra a escravidão, dentro de um de seus romances mais emblemáticos.
dc.identifier.citationBARRETO, Ronaldo Rodrigues da Silva. Machado de Assis e Memórias Póstumas de Brás Cubas: o ativismo racial estratégico do gênio literário negro - Mossoró/RN. 140 f. Dissertação de mestrado (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem - PPCL) - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Mossoró, 2024.
dc.identifier.urihttps://repositorio.apps.uern.br/handle/123456789/233
dc.language.isopt
dc.subjectMachado de Assis
dc.subjectEscritor negro
dc.subjectEscravidão
dc.subjectCrítica
dc.subjectCultura
dc.titleMachado de Assis e Memórias Póstumas de Brás Cubas: o ativismo racial estratégico do gênio literário negro
dc.typeThesis

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