Intersemiose do cordel ao teatro: um conto bem contado, de Antonio Francisco, e o torto andar do outro, de Romero Oliveira
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Resumo
Este estudo investiga o processo de intersemiotização do cordel Um Conto Bem Contado, de Antonio Francisco, para o espetáculo teatral O Torto Andar do Outro, da Cia. Pão Doce. Fundamentada na teoria da tradução intersemiótica de Júlio Plaza (2013) e na perspectiva da recriação proposta por Haroldo de Campos (2006), a pesquisa demonstra que a adaptação do cordel para o teatro não se limita a uma mera transposição de signos verbais, mas envolve um processo de recriação estética e performática. A dissertação se ancora nos estudos sobre literatura de cordel de Maxado (2012) e Silva (2011), que destacam a oralidade e a tradição popular como características centrais do gênero. Além disso, dialoga com Moises (1973) para explorar a relação entre teatro e realidade, enfatizando como a narrativa do cordel se adapta ao palco sem perder sua essência poética e cultural. A análise do espetáculo revela como a Cia. Pão Doce preserva a identidade do cordel ao mesmo tempo em que amplia sua expressividade por meio de recursos cênicos, musicais e visuais. Conclui-se que a intersemiotização do cordel para o teatro permite não apenas a valorização da literatura popular, mas também a ampliação de seu alcance, promovendo novas leituras e experiências estéticas para diferentes públicos.
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SILVA, Aylana Paula Dos Santos. Intersemiose do cordel ao teatro: um conto bem contado, de Antonio Francisco, e o torto andar do outro, de Romero Oliveira - Mossoró/RN. 122f. Dissertação PPCL - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Mossoró, 2025
